segunda-feira, 5 de janeiro de 2009

Prestigiado pela torcida, Vandinho tem bons números no Fla


A diretoria do Flamengo e o técnico Cuca avisaram que não querem mantê-lo. Na internet, a torcida se mobilizou e fez um abaixo-assinado virtual contra sua saída. Ponto de discordância no início de 2009, Vandinho tem números satisfatórios desde que chegou à Gávea, no dia 1º de agosto. No total, o atacante participou de 388 minutos (equivalente a quatro partidas e 28 minutos) em nove participações em jogos. Foram dois gols, dois passes decisivos e dois pênaltis sofridos. Entretanto, nos bastidores, o jogador perdeu bastante prestígio depois do jogo contra o Vitória, em Salvador. Na ocasião, houve comentários de alguns dirigentes sobre o desempenho dele, alegando que ele "não correu" nos sete minutos em que esteve em campo. Coincidentemente, após esta partida, o centroavante ficou na "geladeira" por quatro jogos e só participou das duas rodadas iniciais.

Fora dos planos para a temporada que se inicia, Vandinho, que marcou 29 gols em 2008, foi oferecido ao Vasco. O Avaí também se interessou.

Jogos de Vandinho no Flamengo:
Flamengo 1 x 2 Cruzeiro - fez um gol e participou de 48 minutos
Goiás 2 x 1 Flamengo - jogou nove minutos e saiu machucado
Figueirense 2 x 3 Flamengo- jogou 33 minutos e participou de um golSão Paulo 2 x 0 Flamengo - jogou 33 minutosFlamengo 2 x1 Sport - jogou 18 minutos, fez um gol e deu passe para outroNáutico 0 x 2 Flamengo - esteve em campo a partida inteira e sofreu um pênalti Flamengo 0 x 3 Atletico-MG - jogou 67 minutosVitória 0 x 0 Flamengo - jogou sete minutosFlamengo 3 x 3 Goiás - participou de 20 minutosAtletico-PR 5 x 3 Flamengo - jogou 63 minutos
window.google_render_ad();
Links Patrocinados
Nova Camisa Flamengo
1895 Retrô Nova Coleção 2009 Em 10X Sem Juros Nos Cartões!
http://pagead2.googlesyndication.com/pagead/iclk?sa=l&ai=BC3aItVxiSf6VI5C4VI602PAC09Xde5_ZiaANr8vw3QOA8QQQARgBINK1wREoAjgAUMbJzd4GYM2I4YD0AqABn7Sw9QOyARZnbG9ib2VzcG9ydGUuZ2xvYm8uY29tyAEB2gFYaHR0cDovL2dsb2JvZXNwb3J0ZS5nbG9iby5jb20vRXNwb3J0ZXMvTm90aWNpYXMvVGltZXMvRmxhbWVuZ28vMCwsTVVMOTQzOTM1LTk4NjUsMDAuaHRtbKkCdYw8lNPknD7IAtHCtQSoAwHoA6YC6AMU9QMAAAAE9QMEAAAAmAQA&num=1&adurl=http://www4.ciashop.com.br/sportsoeste/dept.asp%3Ftemplate_id%3D63%26partner_id%3D78%26dept_id%3D180&client=ca-globocom
Artigos do Flamengo
Compre Artigos Oficiais do Flamengo em Até 12x sem Juros na Netshoes!
http://pagead2.googlesyndication.com/pagead/iclk?sa=l&ai=BeKXGtVxiSf6VI5C4VI602PACvKDnb4Sqr9cIwI23AbDMCxACGAIg0rXBESgCOABQ9OScmfn_____AWDNiOGA9AKgAZTIw_wDsgEWZ2xvYm9lc3BvcnRlLmdsb2JvLmNvbcgBAdoBWGh0dHA6Ly9nbG9ib2VzcG9ydGUuZ2xvYm8uY29tL0VzcG9ydGVzL05vdGljaWFzL1RpbWVzL0ZsYW1lbmdvLzAsLE1VTDk0MzkzNS05ODY1LDAwLmh0bWyAAgGpAnWMPJTT5Jw-yAKq25sGqAMB6AOmAugDFPUDAAAABPUDBAAAAJgEAA&num=2&adurl=http://pixel1995.everesttech.net/1995/r/3/c_4da78cd9a4e570dae9ebe9fc74ce724b_2224420220/url%3Dhttp%253A//www.netshoes.com.br/busca.aspx%253Fbp%253Dflamengo%2526bcc%253D0%2526cc%253D0%2526bfc%253D0%2526fc%253D0%2526bo%253DMaisVendidos%2526bs%253DDecrescente%2526bq%253D20%2526bpa%253D1%2526origem%253Dgoogle_conteudo%2526canal%253Dtorcida_flamengo&client=ca-globocom

Cuca avisa: 'O Flamengo tem que estar todo ano na Libertadores'


Próximo de reassumir o cargo de técnico do Flamengo, após passagem frustrada em 2005, o técnico Cuca já aponta para aquele que deve ser o maior objetivo rubro-negro nesta temporada: a conquista de uma vaga na Taça Libertadores da América, que escapou no Brasileiro do ano passado com a quinta colocação. Em entrevista ao jornal "O Globo", Cuca elogia os poucos reforços que o clube obteve até o momento e admite que o Flamengo está em vantagem sobre os demais grandes cariocas por ter mantido a base de 2008.

- O Flamengo, pela grandeza e tradição, tem de estar todo ano na Libertadores. O que precisamos para dar certo? Formação de grupo, comprometimento e jogar bem - afirmou o técnico ao jornal.

Cuca não teve um ano bom em 2008, mas diz estar "bem disposto, descansadão" para encarar a partir desta quarta-feira a pressão que representa dirigir o Flamengo. Mas ele vê seu time à frente dos demais para o Campeonato Carioca, no qual foi vice com o Botafogo por dois anos seguidos justamente para o atual clube:
saiba mais
Fla inicia a Copinha só com um empate com o União Barbarense
Diretoria não acredita que vai perder 'titulares' com abertura da janela europeia
Rubro-negro, centroavante Souza não terá pena de seu time de coração
Empresário quer liberdade para negociar Vandinho com outros clubes
- Que saímos um pouco na frente por ter mexido pouco é inquestionável. E tudo é bom quando você pega desde o começo. No segundo semestre (de 2008), as coisas estavam toratas no Santos e no Fluminense, Tive dificuldades para definir o time, dar minha forma de jogar e sair da zona de perigo.

Ciente de que mudanças ainda podem ocorrer no elenco rubro-negro, Cuca diz que é preciso estar prevenido para o caso de os laterais Leo Mouro ou Juan deixarem o clube. Por fim, ele gostou das contratações do zagueiro Douglas e do meia Willians, ambos vindos do Santo André:

Sthanner, Smayk, Falkner, Stivy, Magaiver e Dejavan desfilam na Copa dos Lennons

Smayk começa a jogada, rola a bola para Uingrid, que domina e foge da marcação de Stivy Lins. Livre, Weliquem pede e recebe, mas logo passa para Magaiver. Jan Jackson ameaça dar o bote, mas é driblado com facilidade. O lance chega à linha de fundo, Falkner cruza com perfeição, Sthanner deixa passar e Lennon fuzila para a rede. Se a 40ª edição da Copa São Paulo de Juniores tivesse uma seleção com os nomes mais curiosos, assim poderia ser a narração de um gol. O problema só seria descobrir qual dos quatro Lennon inscritos na Copinha seria o artilheiro. Assista ao vídeo ao lado! Dos 88 times inscritos na competição, o que não falta é nome diferente. Da área musical, muitos dos pais dos garotos não negam que eram fãs dos Beatles. No Atlético Sorocaba, John Lenon Dias é um desses herdeiros. Xará de Lenon Fernandes Ribeiro, do Flamengo. Mas é no Cuiabá que está a maior concentração. Na falta de um, dois: João Lennon Arruda de Souza e Lennon Marques de Abreu Santiago. Para fazer companhia, que tal a dupla Djavan (Ferroviária) e Dejavan (Marília)?

CLIQUE AQUI E CONFIRA A TABELA DE JOGOS DA COPA SÃO PAULO

Michel Lima/Editoria de Arte
Macgyver, John Lennon e Djavan têm xarás disputando a Copa São Paulo de Juniores
Das TVs, outros representantes. Magaiver Damião de Oliveira, do Paulínia, faz lembrar do protagonista da série ‘Profissão Perigo’, exibida na década de 80. Há quem misture as áreas também, como cinema e futebol. Pelo menos é o que explica Sthanner Klinsmann da Silva, do União Barbarense:
- Foi idéia do meu pai. Ele estava vendo um filme americano e gostou de Sthanner. E como eu nasci depois da Copa de 1990, quando o Klinsmann (Jürgen) era jogador da seleção da Alemanha, deu nesse belo nome que é o meu - diz o autor do gol de empate no jogo contra o Flamengo, no domingo (assista no vídeo acima).
João Lennon Arruda e Lennon Marques são companheiros no Cuiabá
Na onda de Sthanner Klinsmann, outros nomes abusam das consoantes e viram um drama para os narradores de rádio e televisão que transmitem a Copinha: Westerlly, Gierllan, Guery Muller, Thiarlison, Rithely, Waslem, Rhayner, Falkner ou Drawlid Drey. Mas em meio a tanta complexidade, eis que surge a simplicidade de Lua, jogador do ABC-RN. Outros apelam para curiosos apelidos. No time do Castanhal, Smayk virou “São Miguel”, Glaybson Yago é o “Picachu”, Everson atende por “Bilau” e Jhon Harilon gosta de ser chamado de “Valdívia”. Mas, contando todos os atletas inscritos, ninguém tem o apelido mais diferente que Norbeson Ferreria da Silva, atleta do Nacional-AM. Ele é simplesmente o “300”.

Cuca diz que o Fla não vai priorizar nenhuma competição em especial

Em contagem regressiva para o início da pré-temporada do Flamengo, o técnico Cuca terá a oportunidade de começar um trabalho da estaca zero sem a pressão por resultados - pelo menos até o dia 25 de janeiro, quando o Rubro-Negro estreia no Campeonato Carioca contra o Friburguense, no Maracanã. O treinador chega com a missão de recuperar a auto-estima do time, que perdeu a vaga na Taça Libertadores nas últimas rodada do Campeonato Brasileiro. - Vamos buscar o título em todas as quatro competições (Estadual, Copa do Brasil, Sul-Americana e Campeonato Brasileiro) que o clube vai disputar. Não vamos priorizar nada. Precisamos de um pouquinho mais de equilíbrio e de mais pegada no Brasileirão para conseguir uma vaga na Libertadores - analisou o técnico rubro-negro, em entrevista ao Globo Esporte.

Para os jogadores que pouco o conhecem, Cuca deu algumas pistas de como deve ser pautado o seu trabalho. - Na base da lealdade, direitos e deveres iguais para todos e disciplina, sem dúvida alguma. Sempre que possível, sou um amigo ao lado deles (comandados) - afirmou o ex-treinador de Santos, Fluminense, Botafogo, São Paulo, Grêmio e Coritiba.

Confira o Vai-e-vem do mercado! Embora apresentação dos jogadores e do técnico esteja marcada para a próxima quarta-feira, Cuca não hesita em opinar sobre a disputa do Estadual 2009. E prevê uma competição mais complicada se comparada à edição do ano passado. - Os três grandes são os nossos principais concorrentes, sem descartar os times do interior. A dificuldade (em 2009) vai ser maior porque os clubes pequenos vão poder jogar fora da capital - defendeu Alexi Stival.
O grupo rubro-negro vai se reapresentar dia 7 de janeiro, na Gávea, e viaja na sexta-feira para Teresópolis, onde realizará a pré-temporada na Granja Comary. A equipe permanece até o dia 22 na cidade serrana.

Da lista do Fla, apenas Vandinho está nos planos do Vasco


A diretoria do Vasco está interessada em apenas um jogador dos que foram oferecidos pelo Flamengo. Nesta segunda-feira, a cúpula do futebol vai apresentar uma proposta ao atacante Vandinho, que não está nos planos do técnico Cuca para a temporada 2009. O acerto entre os clubes já foi sacramentado. Vandinho, de 22 anos, foi pouco aproveitado pelo técnico Caio Júnior em 2008. Contratado ao Avaí, no meio do ano, o jogador marcou seis gols na Série B, quando ainda atuava pelo time caratinense. Na Séria A, defendendo o Flamengo, ele balançou a rede duas vezes. O nome do atleta foi aprovado pelo técnico Dorival Júnior. Em relação ao argentino Rubens Sambueza, o Vasco descartou o nome do jogador, que também não está nos planos da diretoria rubro-negra. Uma das justificativas para não tentar o acerto com o atleta é que o time cruzmaltino já conta com três estrangeiros em seu elenco – o chileno Pinilla (que está tratando de sua renovação), e os paraguaios Vera e Benítez

Juniores empatam na estreia



Sthanner Klinsmann e Bruno Paulo marcaram os gols da partida
Fla só empata com o União Barbarense na estreia na Copinha
GLOBOESPORTE.COM Hortolândia, (SP)
Na sua estreia na Copa São Paulo de Juniores, o Flamengo empatou com o União Barbarense por 1 a 1, neste domingo, em Hortolândia. Sthanner Klinsmann marcou para o Barbarense e Bruno Paulo fez para o Rubro-Negro. Com o resultado, as duas equipes ficam com um ponto no Grupo E. O líder é o ABC-RN, que venceu o Hortolândia por 2 a 1. Na próxima rodada, quarta-feira, o Fla enfrenta o ABC-RN, e o Barbarense terá pela frente o Hortolândia.

Sthanner Klinsmann surpreende

A partida começou bastante aberta, com as duas equipes buscando o ataque. Melhor tecnicamente, o Flamengo logo passou a ter o domínio do jogo. A primeira boa chance dos cariocas aconteceu aos 14 minutos, com o zagueiro Henrique. Após uma cobrança de escanteio, o jogador subiu mais do que a zaga e desviou de cabeça com muito perigo. Dois minutos depois, Bruno arriscou de fora da área e bola bateu na trave direita do goleiro do Barbarense. Aos 18 foi a vez do atacante Bruno Maurício perder boa oportunidade. Dentro da área, o jogador do Fla girou e chutou de perna esquerda, mas Renan, bem colocado, fez boa defesa. O Rubro-Negro envolvia o adversário com facilidade, mas abusava do direito de perder gols. Aos 20, Bruno Paulo chutou cruzado e Elivelto chegou atrasado para empurrar a bola para o fundo do gol. Dez minutos depois, Diego Maurício teve outra chance dentro da área e finalizou nas mãos do goleiro Renan. O arqueiro do União Barbarense estava em um dia inspirado. Aos 36, ele fez uma ótima defesa após cabeçada no ângulo do zagueiro Henrique. O Barbarense, ao contrário do Fla, foi eficiente quando chegou ao ataque. Aos 44 minutos, a zaga rubro-negra cochilou e Sthanner Klinsmann teve tempo de ajeitar a bola antes de bater cruzado, sem chance para o goleiro Diego Lima: 1 a 0. Fla empata logo aos cinco minutosO Flamengo voltou do vestiário com muita disposição e conseguiu o empate logo aos cinco minutos. Bruno Paulo fez jogada individual pela esquerda e arriscou o chute, a bola desviou no zagueiro e caiu dentro do gol: 1 a 1. O Fla teve uma ótima oportunidade de virar aos 19 minutos. Diego Maurício deixou o zagueiro na saudade, invadiu a área e chutou a bola na trave. Aparentemente satisfeito com o empate, o Barbarense manteve a postura defensiva. O Fla, apesar de seguir tentando buscar o ataque, teve muitas dificuldades de penetrar na zaga adversária. Aos 42, um lance polêmico. Bruno Paulo tocou para Vinícius Paquetá, que fez o gol. O árbitro viu posição de impedimento e anulou o lance. Flamengo: Diego Lima; Leonardo, Lucas, Henrique e Jorbison; Lenon, Elivelto (Saba), Guilherme Camacho (Vinícius Paquetá) e Bruno; Bruno Paulo e Diego Maurício (Juninho). Técnico: Armênio Moura União Barbarense:Renan; Dionatan, Robenilson, Cezar (Vinícius) e Thiago Souza; Diego, Fábio Leite, Sthanner Klinsmann (Rafael) e Tiago Francisco; Douglas Maradona e Guilherme (Ramon). Técnico: Sérgio Veloso

domingo, 4 de janeiro de 2009

O Flamengo não cansa de me surpreender

Mesmo sendo criado dentro da Gávea, como é chamado carinhosamente o Clube de Regatas do Flamengo, tendo começado a freqüentar suas alamedas antes mesmo de andar, o Flamengo continua me surpreendendo.Ao longo dos anos, acreditei ter escutado e visto tudo relacionado ao Flamengo. Os grandes conhecedores da Boca Maldita, os amigos do Beco do Fuxico, os funcionários, os companheiros de chuteiras da Flapel, os amantes da sauna, os corredores do saibro, os amigos que assumiram diretorias, vice-presidências, desafios imensos frente a essa nação emotiva, e todos os que de alguma forma respiram o Flamengo, contribuíram para esse conhecimento, contando centenas de histórias deliciosas.Mesmo assim, o Flamengo continua a me surpreender.
Não me refiro à equipe que entra em campo magnificamente uniformizada, carregando o imortal escudo na camisa, mas sim ao Flamengo intocável, subjetivo, onipresente.
E exemplifico. Meu trabalho me obriga a viajar constantemente, levando-me aos locais mais distantes dos centros urbanos. E nessas viagens me acostumei a presenciar cenas corriqueiras, como os sorrisos estampados nos rostos das crianças, as mãos estendidas para um cumprimento afetivo entre as populações mais carentes, a presença de um cão confiável, grande aliado ao combate da solidão de muitos moradores rurais, e a presença marcante do Flamengo.
E essa se faz das formas mais inusitadas possíveis: o escudo do Flamengo pintado num casco de tartaruga e pendurado na parede ou talhado em uma árvore no quintal de casa, a pequena “montaria”, como os ribeirinhos do norte do Brasil chamam suas pequenas embarcações utilitárias, devidamente pintadas com as cores do clube, tal qual um esquife na imaginação do dono, entre muitas outras representações criativas.
Entre muito do que vi, algumas dessas presenças do Flamengo merecem destaque. A cerca de 10 km da cidade do Oiapoque, no Amapá, descendo o rio em direção ao Cabo Orange, um dos derradeiros limites do país, há uma vila, nos limites dos territórios indígenas de Galibi e Juminá: a vila de Taparabu.
A vila, última habitação não indígena antes dos limites do país naquela região, possui 16 casas, onde habitam 12 famílias, totalizando pouco mais de 70 habitantes, que vivem exclusivamente da pesca, em especial de uma espécie local, a Gurijuba.
Não têm energia elétrica, água tratada, telefone ou fossas. Mas guardam seus tesouros: um gerador, uma antena parabólica e uma TV de 20 polegadas, todos devidamente instalados em uma cabana, logo no início do desfile de casas, em um lugar comunitário, liderado pelo rubro-negro, sr. Moacyr Nascimento.
Nesse local, o gerador mantido em funcionamento com o óleo diesel comprado com a venda dos peixes capturados e salgados, permite que a TV seja ligada das 20 às 21h30hs, para que todos possam acompanhar parte do Jornal Nacional e a novela noturna da Rede Globo. Com uma exceção. Os jogos do Flamengo.
Coincidentemente, no dia em que visitei a comunidade pela primeira vez, durante a tarde de um domingo, os moradores preparavam-se para assistir a uma dessas partidas, situação que evidentemente registrei em fotografias e vídeos.
E havia mais. Em cima da TV, preso à parede de madeira da cabana comunitária, havia um pôster do Flamengo Tricampeão Carioca de 2001. “Mais um tesouro nosso”, disse o sr. Moacyr. Isto é o Flamengo.
Em meio à alegria e imensa euforia da conquista do Bi-Campeonato Carioca de 2008, abraçado aos amigos no Maracanã, por alguns instantes eu me lembrei dos habitantes daquela vila. A imagem de muitos deles, sentados em frente àquela TV, foi imediata. Eu sei que estavam lá. E sei que quebraram o silêncio da floresta com seus gritos e comemorações saudando o clube mais querido do Brasil.